quarta-feira, 13 de abril de 2011

A vida passa e a gente envelhece.
Propósito, anseios, duvida, caráter, sonhos, lagrimas e sorrisos que a vida carrega na sua caminhada.  Deveras perceber que o tempo passa e não volta mais, ai de mim se não fosse o meu cantar para soprar ao vento a saudade e meu encanto que sinto de tudo.
Suponho sobre tudo que o envelhecer nos fortalece e nos abraça nesta caminhada, às vezes branca ou preta, reta ou curva, interessante ou não, 40, quarentas e entras nesta vida de meu Deus Supremo ser, Curvar-me-ei a ti o Criador e sentarei no descanso dos justos se a eu merecer, lá estará a segurança da vida.
Você nasce e cresce e corre em infinitos campos do viver, capaz de fazer sorrir e chorar, praticar a intelectual dádiva que é a nossa existência no mundo que construímos, seja o bem, ou seja, o mal.
Pagou passagem do trem das sete horas, com destino ao mundo de meu Deus?
 Eu não!
Saltei de banda!
 Às vezes pareço um menino, pois tenho medo de me perder neste amarfanhado de coisas, pois o caminho é meio incerto e a bênção da mãe é a coisa certa.
O mineirinho não passa mais aqui, deixou a bagagem bem longe e suas estações estão abandonadas pelo tempo. Essa coisa de tempo e espaço as vezes nos cega, mas dou muitas risadas das minhas trapalhadas que muito irei contar.
Quando chove me lembro com segurança quanto e belo as flores e as matas a sorrir, pois sei que cada pingo d’água é a companhia do florescer de cada dia, os passarinhos estão a me rodear, pois sabem que a vida é a própria água que Deus nos dá.
Hoje tenho filhos, continuo por aqui, eles agora são os meninos que continuarão a sorrir, pois de certo o que fica são apenas lembranças de um tempo que não volta mais.
A história sempre se repetirá e muitos que aqui passarem sentirá saudade da majestade sabiá...
Acabou a pipoca o filme terminou, até mais.
                                  José Helder Magalhães de Souza